25 de Julho de 2006
Setúbal, Praça do Bocage. À minha frente, para além da bica já bebida, a estátua do Bocage, do alto do seu pedestal, espreita os pombos e o cão vadio da praça, ignora os ociosos sentados sob os toldos da esplanada, olha de esguelha a Igreja de S. Julião. Por detrás dele o palácio cor-de-rosa que alberga a Câmara Municipal...
Um casal levantou-se, recolheu de cima da mesa o que sobrou do seu pequeno-almoço e foi oferecer esses restos ao cão vadio, coxo da pata esquerda da frente. Um belo cão vadio, grande, com semelhanças ao Serra da Estrela, lobeiro, pelo espesso.

Pombal, cidade sem civilidade? Porquê? Será falta de um Fórum?

Pombal chama-se a si próprio cidade mas nunca se fez cidade.
Nasceu rural, campesino, sem espaço público ou com um único espaço público – a feira ou a Igreja – que só frequenta por obrigação ou pela festa mas que não fixa, não apoia as relações interpessoais.
O campesino tem dificuldade em partilhar o seu espaço e não assume, como também seu, o espaço público. Aí, só pode assumir a bravata, o desfrute, o mostrar-se para mercar ou acasalar, nunca para conviver. O citadino convive, tem de conviver, o campesino não sabe ou não pode. O seu espaço pessoal ou familiar torna-o incomunicável.
publicado por MaiaCarvalho às 19:00

Concordo. É assim que admiro a sua escrita. Eu por exemplo tenho de me refugiar num pseudonio para não virar chacota dos meus comparsas Pombalenses.
26 de Julho de 2006 às 13:19

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