22 de Agosto de 2006
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Faz já alguns dias, conversava pachorrentamente com o Manuel no Jardim do Arunca.

Quase diariamente nos encontramos por lá eu, porque gosto bastante daquele jardim (dos pouquíssimos dignos desse nome que existem em Pombal), ele para passear o seu lindíssimo cão “Shumi”.

Esta falta de jardins e de outros espaços de convívio ao ar livre são coisas que nunca incomodaram muito os pombalenses. Houve até um célebre presidente engenheiro (sempre os engenheiros) muito querido dos munícipes (quase idolatrado por alguns) que afirmou diante de mim que Pombal não precisava nada de espaços verdes, a Serra e o Pinhal do Urso eram todo o verde de que o concelho necessitava, embora estivesse prestes a autorizar o estabelecimento de uma Central Térmica na orla do pinhal na Guia e perspectivasse (usando vocabulário narcísico) um grande empreendimento turístico/hoteleiro para o Osso da Baleia.

Os cuidados ambientais já são verdades adquiridas há muito tempo pelo comum dos pombalenses. (LOL; LOL!!!!!)

Mas falávamos, lamentávamos a falta de árvores de grande porte nesta margem do rio e a consequente falta de sombras nos dias de canícula e os vandalismos a que os bancos têm sido sujeitos e a inoperância das câmaras de vídeo apontadas ao jardim que talvez sirvam para algum bisbilhoteiro “mironar” a vida amorosa de alguns jovens da cidade mas incapazes de identificarem os vândalos.

E óbvio que a construção dos ditos equipamentos devia ser mais robusta e funcional, mas vão lá convencer disso os arquitectos. Os seus conceitos de belo são questionáveis mas incontroversos e a funcionalidade que devia acompanhar a estética que se lixe!

Pois, a propósito da falta de respeito pelo espaço publico, veio logo à baila entre outras coisa que a senhora câmara (ela própria autoriza) a utilização do relvado junto à pérgula para esplanada.
(Há outros exemplos, de outros executivos da “nossa” câmara, em que o espaço público foi prejudicado ou mesmo cedido a privados)
Pois é, os toldos da Coca-Cola são mais úteis que a copa de grandes árvores (produzem menos oxigénio e consomem menos CO2) mas presumivelmente dão outro rendimento €urótico.
Está esteticamente feio e perturba a livre circulação de pessoas que, com ou sem crianças, se queiram passear naquele espaço.

Não é a primeira vez que no jardim principal de Pombal se aparam drasticamente árvores para caberem barracas de um qualquer evento e, barbaridade das barbaridades, ainda não há muitos anos, foi arrasado um conjunto de cedros de grande porte, quiçá restos do arvoredo da cerca do convento, para que coubessem mais uns tantos carros no estacionamento dos senhores vereadores e altos funcionários da câmara.

Como podem os cidadãos comuns, especialmente os mais jovens, respeitarem o património público municipal se a própria câmara o não respeita?
publicado por MaiaCarvalho às 16:32

Ainda não tinha reparado. Obrigado pela referência.
Mas já sabemos que nesta terra é assim: uma falta de respeito enorme pelo Ambiente e uma sobranceria total sobre as leis da República.
Pobres caciques locais que tão mal aconselhados andam!
22 de Agosto de 2006 às 19:49

Laurus nobilis:
Já reparou também que os grandes Sobreiros de Flandes foram todos cortados!!!!!!

O maior crime ambiental dos últimos tempos cometido em Pombal, e por sinal púnivel por Lei!!!!
22 de Agosto de 2006 às 18:22

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