20 de Abril de 2005
Quando estava no activo ouvia certas barbaridades que, algumas vezes, me colocaram quase em rota de colisão com os papás dos alunos.

Eis algumas:

1) As explicações que queriam arranjar para os filhinhos. Sempre achei que o que a escola ensinava era suficiente. Se não fosse, então alguma coisa estava mal.

2) Os trabalhos de casa quilométricos. Um lembrete rápido para consolidar o que havia sido aprendido mais nada, o resto do tempo era para brincar.
Isto irritava de sobremaneira as mamãs e os papás: - Deixe o seu filho brincar, ele aprende mais a brincar que agarrado aos cadernos a repetir lições atrás de lições.

3) A incongruência da ocupação de tempos livres! Se são livres, só o próprio tem legitimidade para os ocupar, ou não, conforme quiser! Ninguém deve julgar-se capaz de ocupar o tempo livre de alguém. Se o fizer está simplesmente a usurpar um direito inalienável do indivíduo.

Por questões como esta, achei muita graça ao documento que transcrevo, a seguir, e que pessoa amiga me enviou por e-mail


PARA OS QUE PASSARAM A BARREIRA DOS 35
NÓS TIVEMOS SORTE!!!...


Para quem já tem mais de 35 anos...faz pensar que até tivemos sorte.

Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos.

Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air-bag.

Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos boleia.

Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa.

Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões.
Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.

Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só voltávamos quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém nos podia localizar. Não havia telemóveis.

Nós partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós próprios.

Tivemos brigas, esmurrámo-nos uns aos outros e aprendemos a superar isso.

Comemos doces e bebemos refrigerantes mas não éramos gordos. Estávamos sempre ao ar livre, a correr e a brincar.

Compartilhámos garrafas de refrigerantes e ninguém morreu por causa disso.

Não tivemos Playstations, Nintendos e toda a parafernália de jogos de vídeo, nem 99 canais de TV Cabo, som surround, telemóveis, computadores ou Internet. «Nós tivemos amigos! »

Saíamos e íamos ter com eles. Íamos de bicicleta ou a pé até casa deles e batíamos à porta. Imaginem tal coisa... sem pedir autorização aos pais nem a ninguém, por nós mesmos!
Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como conseguimos fazer isto?

Fizemos jogos com bastões e bolas de ténis e comemos minhocas e terra,
embora nos tenham dito que aconteceria, nunca nos caíram os olhos ou as minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre.

Nos jogos da escola, nem toda a gente fazia parte da equipa. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção... sem psicólogos!

Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Não inventavam testes extra. Éramos responsáveis pelas nossas acções e arcávamos com as consequências.
Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A ideia de um pai a proteger-nos, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Os pais protegiam as leis! Imaginem!

A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores. Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas ideias.

Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com a frustração.

Tu és um deles. Parabéns!

Passem isto a outros que tiveram a sorte de crescer como crianças!!!
publicado por MaiaCarvalho às 09:35

16 de Abril de 2005
O Jardim das Tílias está lindo!

Os espantalhos estão fantásticos, tantas horas de trabalho de professores, monitores, alunos e utentes.

Tenho saudades da escola, talvez mais, porque a minha escola já não existe - Foi destruída pela última reforma da rede escolar.
E era uma escola com carácter, com um projecto educativo próprio, com um espírito de corpo docente e discente que deixou de existir: foi absorvida por um agrupamento sem garra, sem nada, que passou a sede de agrupamento só porque leccionava o 2º. Ciclo e a maldita lei estava mal feita e não tinha em consideração as boas escolas primárias - as que trabalhavam com a comunidade!
E, na altura, uma escola, que funcionava com uma direcção em "part time", apropria-se de uma outra que por diireito devia ser a cabeça do agrupamento.
Neste nosso Portugal têm-se feito reformas no Sistema Educativo que, se a palavra não fosse tão gravosa, eu aplidaria de criminosas.
Leiam o artigo do professor José Hermano Saraiva hoje no "A Capital" e verifiquem porque razão somos um país de doutores sem educação.
publicado por MaiaCarvalho às 19:27

08 de Abril de 2005
Hoje vedaram-me a passagem pelo Jardim do Arunca!
Puseram um tapume logo a seguir a segunda passagem inferior ao caminho de ferro, aquela para as pessoas mais baixinhas, em frente à Rua do Cais.
Com tão poucos jardins, em Pombal, deveríamos poder desfrutar dos poucos que há; mas nem isso. Por qualquer coisinha fecham-se acessos aqui na cidade, até parece que não é pertença dos pombalenses mas de qualquer autoridade "ad absolutum".
publicado por MaiaCarvalho às 13:08

Estou muito satisfeito pois, finalmente, ao fim de alguns anos, posso assomar à janela ou às varandas do apartamento onde resido, sem quase tocar com a testa os fios eléctricos e de som e as cordas de nylon que me obrigavam a ver a paisagem sempre através duma rede que nem mesmo era possível afastar, não por estar afastada que não estava, mas por tão intrincada e emaranhada!
Esperemos que a partir de agora, mesmo sem congresso nem motards, logo depois das festas, a Câmara Municipal mande recolher toda aquela panóplia de cabos e fios que tanto desfeiam a rua e perturbam a visibilidade dos residentes.
publicado por MaiaCarvalho às 12:41

07 de Abril de 2005
00.JPG

Hoje, quando saí para ir à bica e ao jornal, tive a agradável surpresa de me deparar com um grupo de trabalhadores, de um firma de Castanheira de Pêra, a recolherem os prumos, travessas, fios e cordas que do Bodo para o Natal e do Natal para o Bodo emporcalham uma das entradas da cidade, a Rua de Leiria.
Como é meu costume, interpelei o que me parecia capataz, sobre a limpeza que ele estava a fazer e com a qual me congratulava, enaltecendo o Congresso do PSD e a Concentração Motard que tinham acordado a Senhora Câmara para a necessidade de arrumar a casa, já que ia receber visitas.
Então não é que o homem se ofendeu, que não senhor que aquilo não tinha nada a ver com o congresso, que aquilo não era lixo, só que não tinha sido levantado porque não fazia falta noutro lado. Como era lógico quis saber onde é que agora aqueles materiais faziam falta para tentar perceber porque é que iam ser retirados só agora. Pior, o senhor ficou furioso, voltou-me as costas malcriadamente e alanzoou qualquer coisa, em como são estes gajos, sempre a reclamar, que evitam o progresso das terras. Bem eu devo ser mesmo pouco inteligente porque não percebi aquela do progresso mas admito que o homem possa ter razão.
Claro que na mesma linha de raciocínio os remendos na pavimentação da Rua de Leiria, só na Rua de Leiria, as transversais podem esperar, não tem nada a ver com as visitas que Pombal vai receber!
publicado por MaiaCarvalho às 12:02

06 de Abril de 2005
Hesitei muito tempo em aceder a este admirável mundo novo dos blogues.

Mas três páginas de DN, julgo que a semana passada, acabaram por me convencer.

Preferia uma página web, um site, mas quase há cinco anos que ando a estudá-lo e a aperfeiçoá-lo e ainda não publiquei nada. (Esta mania da perfeição: o óptimo é mesmo inimigo do bom!)

Isto dos blogues, diz o DN e eu não quero contrariá-lo, é muito mais fácil e gratuito.

Já tinha lido e comentado outros blogueiros de Pombal, como o “Pomb(a)log”, o “Do Cardal ao Quintalão”, “O Pelourinho de Pombal”, “O Homem do Leme”, que não anda nem desanda e ultimamente o “Irreal Socialista”, por isso chegou a minha vez de botar faladura.

Aqui estou! Espero escrever coisas com interesse para o nosso município e com alguma correcção e elegância. Também sem ofender ninguém, espero!

Estou à disposição dos vossos comentários e críticas.

Venham elas!
publicado por MaiaCarvalho às 22:41

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